País pode perder R$ 3,6 trilhões com aquecimento global

 

O Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões até 2050 em razão dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, o que equivaleria a jogar fora um ano de crescimento econômico nos próximos 40 anos. O dado faz parte do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, que reuniu equipes de instituições reconhecidas, como as universidade de São Paulo (USP), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estadual de Campinas (Unicamp) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

O levantamento foi inspirado no Relatório Stern, que analisou economicamente os problemas causados pelo aquecimento global no mundo. De acordo com o estudo, a perda para o País significa uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% em 2050. "As pessoas podem achar que não é muito, mas a crise financeira mundial foi estimada em 2% do PIB global", afirmou Sergio Margulis, pesquisador cedido pelo Banco Mundial e um dos coordenadores técnicos do estudo. A perda para o cidadão pode chegar a até R$ 1.603 ao ano.

 

As regiões mais afetadas no País serão a Amazônia e o Nordeste. Para Carolina Dubeux, ligada ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e também coordenadora técnica do trabalho, é importante ressaltar que haverá um aumento das "disparidades regionais" com a subida da temperatura global. "O Brasil, como é um País continental, tem várias regiões que sofrem diferentes impactos do clima. Se fosse um país pequeno, o problema incidiria de forma mais ou menos uniforme."

 

O Rio Grande do Sul, por exemplo, deve ter menos geada. "Isso significa que a agricultura vai ter menos perdas no Sul. Mas, enquanto o Sul não sofre ou até ganha um pouco, o Nordeste fica numa situação bastante pior. Esse aumento da disparidade regional vai na contramão do esforço que o País tem feito para ficar menos desigual", diz. No Nordeste é prevista uma diminuição das chuvas entre 2 e 2,5 milímetros por dia até 2100. Isso afetaria a pecuária, com redução de 25% na capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

 

Amazônia

 

A região amazônica é onde deve ocorrer o maior aumento da temperatura - a elevação pode chegar a 8°C em 2100. O efeito será uma transformação drástica na paisagem: 40% da cobertura florestal na área sul-sudeste-leste da Amazônia seria substituída por savana. A perda de serviços ambientais da Amazônia, como fornecimento de água, regulação do clima, proteção do solo e geração de matéria prima, é estimada em US$ 26 bilhões ao ano.

 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

EUA vão propor corte de 17% nas emissões em Copenhague

 

Os Estados Unidos vão prometer cortar suas emissões de gases-estufa em 17 por cento até 2020 na reunião da ONU sobre mudanças climáticas em dezembro, disse a Casa Branca nesta quarta-feira.

 

A posição que será levada pelo presidente Barack Obama ao encontro entre líderes mundiais em Copenhague vem sendo atrasada pela demora do Senado em aprovar uma lei do clima para o país.

 

A Câmara dos Representantes aprovou uma lei que estabelece uma meta de redução de 17 por cento para as emissões até 2020, tendo como base os níveis de 2005. A versão do projeto no Senado prevê um corte de 20 por cento.

 

Fonte: Reuters

E-mails roubados abrem polêmica sobre clima

 

Computadores da Universidade East Anglia, no Reino Unido, foram invadidos e mais de mil e-mails e 3 mil documentos trocados entre cientistas do clima foram roubados, abrindo polêmica no mundo acadêmico a poucas semanas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. O material, que revelaria uma suposta manipulação de dados para reforçar a tese do aquecimento global, está sendo usado por céticos para alertar que a necessidade de corte de emissões de CO2 não passaria de uma farsa planetária. Cientistas afirmam que o roubo faz parte de uma campanha para evitar um acordo climático.

Muitos dos e-mails roubados foram trocados entre cientistas que participaram do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O documento, de 2007, foi o primeiro a confirmar que o aquecimento global é resultado da atividade humana. Phil Jones, que teve e-mails roubados, diz que palavras como "truque" e "esconder a queda" foram usadas fora de contexto pelos hackers.

 

Mas a polêmica já virou debate político. Lord Lawson, cético da mudança climática, pediu investigação e disse que a credibilidade da ciência está em jogo. O secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês), Michel Jarraud, rejeitou a tese. "É lamentável que ainda traga impacto um rumor como esse."

 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Celular a água deve chegar ao mercado até 2010

 

As baterias de celular, normalmente feitas de íons de lítio, estão sempre no alvo de ambientalistas por serem produtos poluidores e, por isso, nocivos ao meio ambiente. Com a busca por materiais e produtos cada vez mais limpos, a Samsung anunciou que pretende desenvolver até 2010 uma bateria para celulares movida a água.

 

Segundo noticiado pelo site Engadget, a fabricante diz ter desenvolvido um método para gerar gás hidrogênio através da exposição da água ao metal, que posteriormente reagiria ao oxigênio no ar para produzir energia, ao contrário de outros mecanismos movidos a combustível, que necessitam de metanol para funcionar.

 

O sistema não é esclarecido com precisão, mas o Engadget calcula que funcione de forma similar ao HydroPak (um dispositivo movido a água da Millenium Cell e Horizon Fuel Cell, que pode recarregar celulares, notebooks e outros dispositivos menores).

 

A empresa também comenta que seu sistema em desenvolvimento atualmente possui autonomia a 10 horas de uso, ou 5 dias em modo de espera, pois produz por volta de 3 watts de eletricidade, o dobro da autonomia das baterias utilizadas atualmente.

 

O site Gizmodo cita que os cartuchos de hidrogênio da bateria deverão ser trocados a cada quatro dias se o usuário utilizar o celular por quatro horas ao dia, mas espera-se que, até 2010, seja necessário somente encher um reservatório do celular com água.

 

Fonte: JB Online/AmbienteBrasil

Foto Ilustrativa. Fonte: Blog Ambientebrasil

** Dicas para você ajudar o meio ambiente**

Cultive bons exemplos com o meio ambiente, pois a partir deles poderemos contribuir na mudança de atitudes de nossos semelhantes.

Extraiamos da natureza

o sumo dos ensinamentos

que nos permitirão conhecer

o amor dentro de nós.

 

Marcial Salaverry, em “Leis da Natureza”

 

Uma notícia boa, a outra nem tanto assim...

 

A boa notícia é que foi anunciado que imagens de satélite revelaram que o desmatamento na Amazônia atingiu os menores índices desde que o Brasil começou a monitorá-los. A ruim, é que outro artigo, publicado na revista científica Science, mostrou que o derretimento da calota de gelo da Groenlândia está acelerando cada vez mais.

A observação da Groenlândia foi independentemente confirmada por duas fontes diferentes, observação por satélite e por um modelo atmosférico regional.

Esta perda de massa é igualmente distribuída pelo aumento de icebergs e da água derretida na superfície das geleiras.  Os últimos verões que foram mais quentes que o comum, aceleraram a perda de massa para 273 Gt por ano (1 Gt equivale a massa de 1 km³ de água), no período de 2006-2008, que representa 0.75 mm de aumento do nível do mar à cada ano.

Lembrando que a previsão dos cientistas é que se toda a camada de gelo da Groenlândia derreter, o aumento do nível do mar pode chegar até 7 metros. Desde 2000,  este derretimento já contribuiu com o total de 5mm, que ainda não representa um grande efeito mas pode vim a se tornar no futuro.

Agora voltando para a boa notícia, é que no período  de agosto de 2008 até julho de 2009, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 45.7%, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em torno de 7.000km²  foram desmatados durante este período, o menor nível de desmatamento atingido desde que o monitoramento começou, há duas décadas.

O Brasil está atribuindo essa queda ao seu plano de ação para prevenção e controle do desmatamento  na Amazônia Legal. O programa, que começou em 2004, aumentou o uso do monitoramento via satélite,  as inspeções, estabeleceu critérios ambientais como pré requisitos  para empréstimos à fazendeiros, e também aumentou o tamanho da terra sob proteção federal e estadual para 50 milhões de hectares.

Esses dados, que já haviam sido publicados há alguns meses atrás, agora foram confirmados.

Solos desérticos estão perdendo a fertilidade graças ao aquecimento global

De acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Cornell, o aquecimento global também está ocasionando a perda de nitrogênio dos solos. Os solos áridos são os mais afetados, e sendo o nitrogênio um nutriente fundamental para o crescimento das plantas, o estudo prevê que no futuro, os desertos possam suportar ainda menos plantas.

“Esta é uma forma de se perder nitrogênio dos ecossistemas que nunca havia sido acreditada antes,” disse Jed Sparks, coautor do estudo e professor de ecologia e biologia evolutiva.

“Isso nos permitiu a finalmente entender a dinâmica do nitrogênio em sistemas áridos.”

Os resultados foram provenientes de testes feitos no deserto de Mojave, na Califórnia. Foi a primeira vez que alguém relacionou um fator abiótico à perda de nitrogênio do solo. Em pesquisas anteriores, ciesntistas apenas estudaram fatores bióticos como micróbios do solo.

A pesquisa ainda prevê que em temperaturas mais altas, causas não biológicas contribuem para maiores perdas de nitrogênio. Adicionando isso ao aumento dos padrões de precipitação, a situação fica ainda pior.

O que é mais desconcertante é que a maioria dos modelos climáticos atuais não consideram fatores abióticos da perda de nitrogênio. Sparks acredita que os modelos devam ser alterados para refletir mais precisamente o que está aocntecendo de verdade.

“O código (algorítimico) nos modelos climáticos precisam mudar e levar em consideração os impactos abióticos nesta parte do ciclo do nitrogênio

 

 

Fonte: Blog Ambiente Brasil

Hopenhagem – Um movimento de esperança

Entre 07 a 18 de dezembro, acontecerá a 15ª Conferência Sobre Mudança Climática (COP 15), realizada em Copenhague – Dinamarca.

 

A campanha Hopenhagen é uma plataforma de comunicação - centrada no site e nas redes sociais que permite discutir o aquecimento global e a crise econômica.

 

Partindo do pressuposto de que “when people lead, leaders follow” (quando as pessoas conduzem, os governos acompanham), Hopenhagen surge para envolver os cidadãos nesse processo e mostrar a força da coletividade.

 

O site explica o que é preciso saber sobre o encontro, além de organizar um abaixo-assinado que será entregue no encontro pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon. Como o próprio nome sugere, a idéia é transmitir uma mensagem de esperança (hope) e sensibilizar sobre a urgência do que será definido em Copenhague.

 

Pessoal, vamos participar desse movimento em prol do nosso planeta. Assinar o abaixo assinado é bem fácil. Entrem no site http://www.hopenhagen.org e clique no link SIGN THE PETITION. Respondam também à pergunta “o que te dá esperança para um planeta melhor?”.

 

Divulguem ao máximo de pessoas que puderem.

 

Juntos podemos fazer toda a diferença!

 

Código Florestal em Debate

 

O conflito entre o setor agrícola e os ambientalistas chegou a um ponto de ebulição quando o Decreto nº 6.321/2007 instituiu penas ao descumprimento de determinações do Código Florestal. O código em vigor traz uma longa lista de exigências que não têm sido observadas.

 

Com o advento do Decreto nº 6.321/2007, a inobservância daquela legislação passou a implicar pesadas penas, que vão de multa de R$ 50,00 a R$ 500,00 por dia e,

até mesmo, a interdição da propriedade. O embate chegou ao Congresso Nacional, onde estão ocorrendo debates em uma Comissão Especial criada para apreciar os muitos projetos de reforma do Código Florestal em tramitação na Casa.

 

Nessa discussão sobressaem dois pontos especialmente polêmicos. O primeiro é a questão da competência para legislar sobre questões ambientais. Ambientalistas querem manter a competência da União, com os Estados legislando subsidiariamente, enquanto o setor rural prefere delegar aos Estados essa competência. O segundo ponto é o da reserva legal. O setor rural quer amenizar as exigências atuais e os ambientalistas resistem à tentativa de mudança da legislação em vigor.

 

Fonte: Site da Câmara dos Deputados

Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.

 

Albert Schweitzer

 

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado

 

Atendendo ao pedido do Adilson Antunes, um de nossos amigos que participam do Blog, aqui vai uma lista do que pode ou não ser reciclado.

 

Existem diversos tipos de materiais que podem ser reciclados. No entanto, é preciso tomar cuidado porque, em muitos casos, esses materiais apresentam derivações que não são recicláveis. Por exemplo: o papel, em geral, pode ser reciclado. Mas aquele papel de etiquetas e de fotografias não pode ser reaproveitado.

 

Exemplos:


Papel reciclável:

 

jornais e revistas

folhas de caderno

formulários de computador

caixas em geral

aparas de papel

Fotocópias

Envelopes
Provas
rascunhos

cartazes velhos

papel de fax

 

Papel não reciclável:

 

etiqueta adesiva

papel carbono

fita crepe

papéis sanitários

papéis metalizados

papéis parafinados

papéis plastificados

papéis sujos

guardanapos

pontas de cigarro

fotografias

Metal reciclável:

 

lata de folha de flandres (lata de óleo, de salsicha, leite em pó etc)

lata de alumínio

sucatas de reformas

 

Metal não reciclável:

 

esponjas de aço

canos

Vidros recicláveis:

 

embalagens

garrafas de vários formatos

copos

Vidros não recicláveis:

 

Espelhos

vidros planos

lâmpadas
cerâmica
porcelana

tubos de TV – gesso

 

Plástico reciclável:

 

embalagem de refrigerante

embalagem de material de limpeza

copinho de café

embalagem de margarina

canos e tubos

sacos plásticos em geral

 

Plástico não reciclável:

 

cabo de panela

tomadas
embalagem de biscoito

misturas de papel, plásticos e metais

 

Fonte: Ajuda Brasil

Por que reciclar?

A reciclagem de materiais é muito importante, tanto para diminuir o acúmulo de dejetos, quanto para poupar a natureza da extração inesgotável de recursos. Além disso, reciclar causa menos poluição ao ar, à água e ao solo.

 

A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Visando uma melhoria da qualidade de vida atual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações, faz-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista.

 

O consumidor pode auxiliar no processo de reciclagem das empresas. Se separarmos todo o lixo produzido em residências, impedimos que a sucata se misture aos restos de alimentos, o que facilita seu reaproveitamento pelas indústrias. Dessa forma, evitamos também a poluição.

 

Nos países desenvolvidos como França e Alemanha, a iniciativa privada é encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino dos detritos e o consumidor também tem que fazer a sua parte. Quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, por exemplo, é preciso entregar a pilha usada.

O que é reciclagem?

 

Reciclagem é o retorno da matéria-prima ao ciclo de produção do qual foi descartado. O termo, porém, já vem sendo usado popularmente para designar o conjunto de técnicas envolvidas nesse processo: a coleta dos materiais que se tornariam lixo (ou que já estão no lixo), a separação desses materiais e o seu processamento.

 

O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.

Números do lixo no Brasil

 

A quantidade de lixo produzida semanalmente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg. Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.

 

Só o Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia. O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e ao perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados existir, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas, etc.

 

Em torno de 88% do lixo doméstico brasileiro vai para o aterro sanitário. A fermentação gera dois produtos: o chorume e o gás metano.

 

Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado! Isso acontece porque reciclar é 15 vezes mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros. A título de comparação, o percentual de lixo urbano reciclado na Europa e nos EUA é de 40%.

O Mundo tá de olho hein...

Crédito: Milton César

** Como acabar com a poluição dentro de casa**

Limpe Verde

Detergentes e outros produtos de limpeza contêm tóxicos que podem causar problemas respiratórios. Estudos demonstraram que usar sprays na limpeza da casa aumenta o risco de asma em 30 a 50%. Opte por detergentes sem fosfato e alvejantes sem cloro (essas informações podem ser encontradas nas embalagens dos produtos). Na verdade, um bom sabão neutro com água serve para limpar a maior parte das superfícies.

 

Não use purificadores de ar

Purificadores de ar emitem vários químicos que só servem para mascarar odores - em vez de eliminá-los - além de poluir mais ainda o ar com estas substâncias. Eles também podem causar problemas respiratórios e alergias. Refresque o ar abrindo uma janela ou ligando um exaustor para eliminar odores. Você também pode optar por um purificador natural: faça um pot-pourri de cravo, canela e sementes de anis.

 Cuidado com a umidade

A falta de arejamento pode levar ao excesso de umidade, que por sua vez causa mofo, ferrugem e bolinhas de poeira. Tudo isso pode causar problemas respiratórios e alergias. É bom manter sempre os ambientes secos e arejados. Lembre-se de instalar exaustores nos banheiros e na cozinha para ajudar a levar a umidade para fora de casa.

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Yara Dosso
yaradosso@gmail.com

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