Alga pode ajudar a eliminar radioatividade

Uma alga pode ser a chave para resolver problemas como o acidente nuclear de Fukushima, no Japão.

A alga Closterium moniliferum chamou a atenção da pesquisadora Minna Krejci, da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, por sua habilidade de remover estrôncio da água, ao precipitá-lo na forma de cristais.

O isótopo estrôncio-90 é um dos elementos radioativos presentes em reatores nucleares. Por ter propriedades atômicas semelhantes ao cálcio, ele se aloja no lugar do cálcio como nos ossos e no sangue, causando câncer.

O estudo de Krejci teve como objetivo descobrir como a alga faz os cristais, pensando em melhorar o processo de seleção de estrôncio. Para conseguir um processo rápido e eficaz de limpeza da radioatividade com o uso da Closterium moniliferum, é importante que a alga não confunda o estrôncio com o cálcio, que é inofensivo para a saúde humana.

Os pesquisadores ainda não realizaram testes para saber se a alga sobrevive à radioatividade. Apesar disso, eles acreditam que mesmo que as algas não resistam por muito tempo será possível fazer a remoção do estrôncio. Segundo Krejci, o processo começa rápido: as célulares demoram de 30 minutos a uma hora para precipitar os cristais. Outra vantagem é que a cultura dessa alga é fácil, diz a pesquisadora.


Fonte: National Geographic Brasil - Foto: Giuseppe Vago/Creative Commons

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]

Yara Dosso
yaradosso@gmail.com

Visitante número: