Emissões da conferência
Os cálculos aventados pelo governo dinamarquês são de que as atividades da COP15 jogarão na atmosfera quase 47 mil toneladas de Dióxido de Carbono (CO2). A estimativa tambem aponta que nove em cada dez quilos do poluente virão das viagens aéreas. Logo, delegações maiores de países distantes devem galgar as primeiras posições em emissões. A brasileira tem mais de 700 pessoas, é a maior presente à conferência. Comparando, a China tem 233 nomes e os Estados Unidos, 195. México e Índia, emergentes como o Brasil, credenciaram 31 e 55 pessoas, respectivamente. A COP15 corre sério risco de afundar em desavenças diplomáticas e manter níveis de poluição sempre indesejáveis, com ou sem aquecimento planetário.
Coprodutos da bioenergia
Lançado há poucos dias, o livro Coprodutos da Cadeia Produtiva da Bioenergia em Minas Gerais reúne experiências coletadas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Sebrae e institutos Euvaldo Lodi e Pró-Cittá, ligadas ao aproveitamento de resíduos gerados pelo uso crescente de biocombustíveis. Os projetos transformam materiais antes descartados em coprodutos das cadeias do etanol, biodiesel, biogás e carvão vegetal. O estudo também aponta gargalos no setor energético mineiro, trazendo dados para a definição de políticas de investimentos.
Diretor-superintendente do Sebrae em Minas Gerais, Afonso Maria Rocha disse que "no entorno de grandes usinas de álcool e de açúcar existe um universo para a criação de micro e pequenas empresas que podem integrar a cadeia produtiva".
Exemplos de coprodutos
Biodiesel - para cada mil litros de biodiesel produzidos são gerados, aproximadamente, 86,5 quilos de glicerina, que é matéria-prima para fabricação de aditivos, lubrificantes e resinas.
Etanol - para cada mil litros de etanol de caldo de cana são gerados cerca de 13 mil litros de vinhaça e 4.200 quilos de bagaço. A vinhaça é usada para fertirrigação, mas pode ser tratada para produção de energia e fertilizante líquido. O bagaço excedente pode ser aproveitado para produção de energia.
Biogás - é possível usar o biogás gerado nas estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários para geração de energia. O esterco de animais também pode ser utilizado para produzir biogás e fertilizante de excelente qualidade.
Carvão vegetal - o líquido pirolenhoso gerado no processo de transformação da madeira em carvão pode ser usado como fertilizante, entre várias aplicações.
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Alemanha ativa supercomputador para estudar mudança climática

O Centro Alemão de Cálculo Climático (DKRZ, na sigla em alemão) colocou o supercomputador Blizzard (Nevasca, em tradução), cuja missão será calcular futuras mudanças climáticas e, inclusive, prever todo tipo de fenômenos catastróficos, como furacões ou tornados. A ativação ocorreu nesta quinta-feira (10).
"É o maior computador dedicado exclusivamente à investigação climatológica", disse a ministra alemã de Investigação e Ciência, Annette Schavan, durante sua inauguração.
Só nos Estados Unidos existe algum computador comparável com o Blizzard, observou Thomas Ludwig, gerente do DKRZ, instituto localizado em Hamburgo.
Com um peso de 35 toneladas, o Blizzard utiliza em seu trabalho 8.448 microprocessadores, com os quais alcança uma velocidade de 158 teraflops por segundo, o que faz com que seja 60 vezes mais rápido que seu antecessor, e 20 mil vezes mais rápido que um computador convencional.
O arquivo do supercomputador, o maior do mundo para armazenamento de dados climáticos, pode armazenar mais de 60 petabytes, o que equivale a cerca de 13 milhões de DVDs.
Um total de 56 braços robotizados são encarregados de buscar as informações armazenadas em 65 mil contas magnéticas com os dados arquivados pelo Blizzard, que tem cerca de 50 km de cabo unindo seus componentes.
Os responsáveis do DKRZ afirmaram que a maioria dos dados que são estudados na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, procedem dos cálculos do instituto em Hamburgo.
Além das mudanças na atmosfera e os oceanos, o Blizzard calcula também processos no gelo, na terra e nas vegetações, assim como sua influência no efeito estufa.
O computador teve um custo de 35 milhões de euros, fornecidos pelo Ministério de Investigação e Ciência, enquanto a modernização do edifício que o abriga custou 26 milhões de euros à cidade de Hamburgo.
A metade do tempo de trabalho do computador é dedicada às pesquisas do próprio DKRZ, enquanto a outra metade é utilizada por cerca de cem de grupos de trabalho científico da Alemanha.
O instituto de Hamburgo reconheceu que o Blizzard tem grande consumo de energia, mas ressaltou que toda ela tem origem renovável.
Fonte: Folha Online
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Abras adere ao desmatamento zero
No dia de início da COP15, o Brasil ganhou uma importante iniciativa para auxiliar no combate ao desmatamento e na redução da emissão de gases de efeito estufa. Com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) lançou hoje o programa “Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina”. O programa promete criar condições para que os supermercados ofereçam ao consumidor apenas produtos de frigoríficos que estejam comprometidos com o fim do desmatamento na Amazônia.
A iniciativa acontece seis meses depois do lançamento do relatório do Greenpeace “A Farra do boi na Amazônia”, que aponta o setor pecuário como principal vetor de desmatamento da floresta. O Brasil ocupa a quarta posição de maior emissor de gases de efeito estufa no mundo e a principal fonte de emissão brasileira é a destruição da Amazônia.
Em outubro, grandes frigoríficos como a Marfrig, Bertin, Minerva e JBS assumiram publicamente o compromisso de desmatamento zero na Amazônia. “Com o lançamento deste programa, a ABRAS também entra nessa briga” - disse Marcio Astrini, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. O programa também tem o potencial de criar uma espécie de guia de consulta aos consumidores, diferenciando os supermercados que assinam o programa dos que não o assinam. Essa lista, segundo a ABRAS, estará publicada em seu site.
Fonte: Greenpeace
Políticagem x Esperança
A COP de Copenhague abriu com um confronto. De um lado, o pragmatismo da política de cada país. Do outro, a necessidade de um futuro de baixo carbono.
No discurso de abertura, o primeiro ministro dinamarquês, Lars Lokke Rarsmussen, disse que antes de nos preocuparmos com a nossa sobrevivência no planeta, deveríamos nos preocupar com a limitação colocada pela realidade politica nacional de alguns países. Foi uma referência direta aos Estados Unidos e à proposta, medíocre, feita pelo governo Obama, de reduzir de 3% a 4% de suas emissões (base 1990) e ausência de compromisso financeiro de longo prazo.
O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, e o secretário geral da convenção, Yvo de Boer, ressaltaram que a ciência é clara, a população já é vitima do aquecimento global e que a humanidade não pode mais protelar a tomada de decisões importantes para buscar uma solução para a mudanca climática. Essa dicotomia de discursos é uma boa expressão da realidade dos corredores da negociação.
É um momento crítico, perfeito para o surgimento de líderes que tenham visão de longo prazo e não receiam assumir responsabilidades. Os governos estão sendo fortemente criticados pela lentidão, a pouca ambição de seus compromissos de redução de emissão e a falta de comprometimento com o desembolso de recursos financeiros a longo prazo.
Vários países como Brasil, China, Índia, Indonésia e África do Sul apresentaram seus compromissos. Os números apresentados pelos quatro primeiros podem ser revistos e precisam ser mais ambiciosos. De todo o modo, a movimentação deste grupo, pelo menos até agora, tem sido mais ousada do que a dos países desenvolvidos.
O Brasil, como potência florestal, tem a obrigação de influir nas discussões sobre mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), que tem o potencial de ser mais uma ferramenta para a preservação de florestas. O mecanismo de comercialização de créditos de carbono florestal dever ser firmemente regulado e limitado e eles não podem se misturar a créditos de carbono de origem fóssil. Do mesmo modo, o Brasil não deve aceitar uma abordagem por projetos individuais, mas a partir de metas nacionais.
Um fracasso da COP 15 não significará apenas um grande gasto de recursos ou a quebra da esperança, mas sim a condenação de milhões de pessoas à morte e ao aumento da pobreza e da injustiça em países já tão fragilizados. Não temos o direito de ser ingênuos ou medíocres neste momento. O assunto mudanças climáticas fala sobre um novo paradigma de desenvolvimento e sobrevivência. O imperativo moral está sendo ignorado pela contabilidade financeira ou pelo balanço de carbono.
Em Copenhague devemos falar não sobre o risco de um fracasso (que não podemos aceitar), mas o risco de uma maquiagem verde. Com mais de 105 líderes de governos atendendo a conferência temos que contar com seu peso político para cumprir a lição de casa colocada na mesa em Bali e não para carimbar um papel vago, que servirá apenas para espelhar a incompetência de nossos governos em garantir nossa sobrevivência.
A COP 15 não é apenas mais uma reunião das Nações Unidas. É um momento de vida ou morte. A Cop 15 deve ser um marco de esperança e não um triste retrato de nossa incompetência em assegurar um acordo que garanta empregos, renda e vida em nosso planeta.
Grã-Bretanha quer corte imediato de tarifas para energia limpa
GENEBRA (Reuters) - Os governos poderiam não esperar pela conclusão da Rodada de Doha para reduzir as tarifas punitivas para turbinas de energia eólica, aquecedores solares e chuveiros que poupam água, disse uma importante autoridade comercial da Grã-Bretanha nesta terça-feira.
Gareth Thomas, ministro do Comércio no departamento para o desenvolvimento internacional, disse que os países poderiam voluntariamente diminuir as taxas de importação e impostos sobre "bens verdes" para encorajar o negócio de tecnologias favoráveis ao meio-ambiente.
"Por quê segurar agora? Só porque estamos esperando pela conclusão da Rodada de Doha?", disse ele à Reuters durante uma reunião ministerial na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os 153 membros da OMC estão tentando chegar a um acordo em Doha, que abrange todas as áreas do comércio global, incluindo alimentos, setores automotivo e bancário, em 2010.
Greenpeace faz pedido a Lula em banner de 9 mil m²

Um banner de 9 mil metros quadrados e quase 1,5 tonelada foi estendido no começo da manhã de hoje na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por ativistas do Greenpeace. Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, os 34 ativistas deram um recado direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Você pode fazer mais pelo clima: desmatamento zero, energias renováveis e proteção dos oceanos". Este é o maior banner aberto nos 38 anos de história da organização no mundo, segundo a entidade.
O banner é formado por 130 pedaços, colocados durante as ações de mobilização pelo clima realizadas no segundo semestre pelo Greenpeace. Mais de seis mil brasileiros usaram o espaço para mandar recados para o presidente, aproveitando para reiterar a Lula a importância da reunião de Copenhague. O Greenpeace espera da Conferência do Clima, que começa em cinco dias, cortes significativos nas emissões de gases causadores do aquecimento global pelos países ricos e fundos para salvar as florestas e para ajudar países em desenvolvimento.
Fonte: Greenpeace
Reajustes para o Cerrado

A taxa anual de desmatamento no Cerrado (foto) entre 2002 e 2008 foi de aproximadamente 14 mil quilômetros quadrados (Km2) e não de 21 mil Km2, como anunciou com o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) em 10 de setembro deste ano. Isso porque parte da degradação registrada para o período aconteceu, na verdade, antes de 2002.
O novo índice foi calculado também pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama e validado por órgãos como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Embrapa, Funcate e Laboratório de Processamento de Imagens da Universidade Federal de Goiás. A checagem mostrou que no período houve um desmatamento de 85.075 km2 e não de 127.564 km2, como antes informado. A diferença é de 33%.
Assim, as perdas anuais de Cerrado deixam de ser quase que duplamente superiores às médias registradas na Amazônia, mas sem mantêm elevadas para uma região extremamente fragmentada e alvo do avanço da fronteira agrícola. As emissões de gases-estufa pela degradação do Cerrado a cada ano também encolheram, mas o total emitido se mantém, já que as perdas totais do bioma ainda estão próximas dos 48%. Se for somada vegetação secundária, aquela que cresce após o desmatamento, o índice chega a 51,2%. A taxa de 39% de "conversão" do Cerrado apontada pelo governo em 2006 foi subestimado.
"Os dados revisados seguem mostrando grande perda anual de vegetação, ao mesmo tempo que permitem que o governo seja mais ousado na meta anunciada para redução de emissões do Cerrado, de 40% até 2020. Isso pode ocorrer sem prejuízo à agropecuária, que precisa ganhar em eficiência e ampliar a recuperação e uso de áreas degradadas. E, tão importante quanto tudo isso, é preciso definir a trajetória para cumprimento das metas para o Cerrado, uma curva apoiada por políticas públicas para a redução da degradação", ressaltou Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília.
Fonte: O Eco
Vistas grossas....

País pode perder R$ 3,6 trilhões com aquecimento global
O Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões até 2050 em razão dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, o que equivaleria a jogar fora um ano de crescimento econômico nos próximos 40 anos. O dado faz parte do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, que reuniu equipes de instituições reconhecidas, como as universidade de São Paulo (USP), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estadual de Campinas (Unicamp) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O levantamento foi inspirado no Relatório Stern, que analisou economicamente os problemas causados pelo aquecimento global no mundo. De acordo com o estudo, a perda para o País significa uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% em 2050. "As pessoas podem achar que não é muito, mas a crise financeira mundial foi estimada em 2% do PIB global", afirmou Sergio Margulis, pesquisador cedido pelo Banco Mundial e um dos coordenadores técnicos do estudo. A perda para o cidadão pode chegar a até R$ 1.603 ao ano.
As regiões mais afetadas no País serão a Amazônia e o Nordeste. Para Carolina Dubeux, ligada ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e também coordenadora técnica do trabalho, é importante ressaltar que haverá um aumento das "disparidades regionais" com a subida da temperatura global. "O Brasil, como é um País continental, tem várias regiões que sofrem diferentes impactos do clima. Se fosse um país pequeno, o problema incidiria de forma mais ou menos uniforme."
O Rio Grande do Sul, por exemplo, deve ter menos geada. "Isso significa que a agricultura vai ter menos perdas no Sul. Mas, enquanto o Sul não sofre ou até ganha um pouco, o Nordeste fica numa situação bastante pior. Esse aumento da disparidade regional vai na contramão do esforço que o País tem feito para ficar menos desigual", diz. No Nordeste é prevista uma diminuição das chuvas entre 2 e 2,5 milímetros por dia até 2100. Isso afetaria a pecuária, com redução de 25% na capacidade de pastoreio de bovinos de corte.
Amazônia
A região amazônica é onde deve ocorrer o maior aumento da temperatura - a elevação pode chegar a 8°C em 2100. O efeito será uma transformação drástica na paisagem: 40% da cobertura florestal na área sul-sudeste-leste da Amazônia seria substituída por savana. A perda de serviços ambientais da Amazônia, como fornecimento de água, regulação do clima, proteção do solo e geração de matéria prima, é estimada em US$ 26 bilhões ao ano.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
EUA vão propor corte de 17% nas emissões em Copenhague
Os Estados Unidos vão prometer cortar suas emissões de gases-estufa em 17 por cento até 2020 na reunião da ONU sobre mudanças climáticas em dezembro, disse a Casa Branca nesta quarta-feira.
A posição que será levada pelo presidente Barack Obama ao encontro entre líderes mundiais em Copenhague vem sendo atrasada pela demora do Senado em aprovar uma lei do clima para o país.
A Câmara dos Representantes aprovou uma lei que estabelece uma meta de redução de 17 por cento para as emissões até 2020, tendo como base os níveis de 2005. A versão do projeto no Senado prevê um corte de 20 por cento.
Fonte: Reuters
E-mails roubados abrem polêmica sobre clima
Computadores da Universidade East Anglia, no Reino Unido, foram invadidos e mais de mil e-mails e 3 mil documentos trocados entre cientistas do clima foram roubados, abrindo polêmica no mundo acadêmico a poucas semanas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. O material, que revelaria uma suposta manipulação de dados para reforçar a tese do aquecimento global, está sendo usado por céticos para alertar que a necessidade de corte de emissões de CO2 não passaria de uma farsa planetária. Cientistas afirmam que o roubo faz parte de uma campanha para evitar um acordo climático.
Muitos dos e-mails roubados foram trocados entre cientistas que participaram do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O documento, de 2007, foi o primeiro a confirmar que o aquecimento global é resultado da atividade humana. Phil Jones, que teve e-mails roubados, diz que palavras como "truque" e "esconder a queda" foram usadas fora de contexto pelos hackers.
Mas a polêmica já virou debate político. Lord Lawson, cético da mudança climática, pediu investigação e disse que a credibilidade da ciência está em jogo. O secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês), Michel Jarraud, rejeitou a tese. "É lamentável que ainda traga impacto um rumor como esse."
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Celular a água deve chegar ao mercado até 2010
As baterias de celular, normalmente feitas de íons de lítio, estão sempre no alvo de ambientalistas por serem produtos poluidores e, por isso, nocivos ao meio ambiente. Com a busca por materiais e produtos cada vez mais limpos, a Samsung anunciou que pretende desenvolver até 2010 uma bateria para celulares movida a água.
Segundo noticiado pelo site Engadget, a fabricante diz ter desenvolvido um método para gerar gás hidrogênio através da exposição da água ao metal, que posteriormente reagiria ao oxigênio no ar para produzir energia, ao contrário de outros mecanismos movidos a combustível, que necessitam de metanol para funcionar.
O sistema não é esclarecido com precisão, mas o Engadget calcula que funcione de forma similar ao HydroPak (um dispositivo movido a água da Millenium Cell e Horizon Fuel Cell, que pode recarregar celulares, notebooks e outros dispositivos menores).
A empresa também comenta que seu sistema em desenvolvimento atualmente possui autonomia a 10 horas de uso, ou 5 dias em modo de espera, pois produz por volta de 3 watts de eletricidade, o dobro da autonomia das baterias utilizadas atualmente.
O site Gizmodo cita que os cartuchos de hidrogênio da bateria deverão ser trocados a cada quatro dias se o usuário utilizar o celular por quatro horas ao dia, mas espera-se que, até 2010, seja necessário somente encher um reservatório do celular com água.
Fonte: JB Online/AmbienteBrasil
Foto Ilustrativa. Fonte: Blog Ambientebrasil
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Extraiamos da natureza
o sumo dos ensinamentos
que nos permitirão conhecer
o amor dentro de nós.
Marcial Salaverry, em “Leis da Natureza”
Uma notícia boa, a outra nem tanto assim...
A boa notícia é que foi anunciado que imagens de satélite revelaram que o desmatamento na Amazônia atingiu os menores índices desde que o Brasil começou a monitorá-los. A ruim, é que outro artigo, publicado na revista científica Science, mostrou que o derretimento da calota de gelo da Groenlândia está acelerando cada vez mais.
A observação da Groenlândia foi independentemente confirmada por duas fontes diferentes, observação por satélite e por um modelo atmosférico regional.
Esta perda de massa é igualmente distribuída pelo aumento de icebergs e da água derretida na superfície das geleiras. Os últimos verões que foram mais quentes que o comum, aceleraram a perda de massa para 273 Gt por ano (1 Gt equivale a massa de 1 km³ de água), no período de 2006-2008, que representa 0.75 mm de aumento do nível do mar à cada ano.
Lembrando que a previsão dos cientistas é que se toda a camada de gelo da Groenlândia derreter, o aumento do nível do mar pode chegar até 7 metros. Desde 2000, este derretimento já contribuiu com o total de 5mm, que ainda não representa um grande efeito mas pode vim a se tornar no futuro.
Agora voltando para a boa notícia, é que no período de agosto de 2008 até julho de 2009, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 45.7%, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em torno de 7.000km² foram desmatados durante este período, o menor nível de desmatamento atingido desde que o monitoramento começou, há duas décadas.
O Brasil está atribuindo essa queda ao seu plano de ação para prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal. O programa, que começou em 2004, aumentou o uso do monitoramento via satélite, as inspeções, estabeleceu critérios ambientais como pré requisitos para empréstimos à fazendeiros, e também aumentou o tamanho da terra sob proteção federal e estadual para 50 milhões de hectares.
Esses dados, que já haviam sido publicados há alguns meses atrás, agora foram confirmados.
![]() Yara Dosso yaradosso@gmail.com
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